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Terra Blog

31.07.09

Contento


Contento
(Bruno César)

Seres tu meu contento
De um amor ao vento
Que no peito já não me aguento
Por não te ter além que o relento.

Queres de meu ser mais que posso ser
Não sei o quão vazio estou ao ver
Tudo além do vão tentar te esquecer
Vivendo triste e longe de nos ter.

Sigo desabando pelo vago amar
De cismas, vem me machucar
Suplico-te, deixe-me te desvendar
Com tantas provas o anseio de lhe acariciar.

Vias em nós todo prazer
Ao amante momento de nos encontrar
Pelo longo tempo em que tento
Para sempre a felicidade te mostrar.

01.11.08

Aconchego



Aconhego
(Bruno César)

Fantasiando com tuas lembranças
Meu corpo se estremece.
Com o romper da aurora,
Meu coração se aborrece.

Lento e envelhecido,
Meu amor se espairece.
A saudade me corrói
Sufocante dor
Faz-me surgir desfalecido.

Dormente, carente,
Mas fervente,
Um pensamento transtorna minhas evidências.
Torturado pela loucura
Não encontro saídas
E me afogo ao tempo.

Imerso em teus olhos,
Respiro, mas não consigo.
Minha alegria vai-se embora
E nas insípidas águas cristalinas de tua face,
Afogo-me.

Renascendo em meio a teus lábios
Alcanço o doce sabor de teus beijos
Aquecem-me, secam as lágrimas
Sorrindo em teus abraços...
Me reconforto.

14.08.08

Minhas Estrelas.



Minhas Estrelas

(Bruno César)

Estrelas são um sonho
Da noite fazem o encanto.
No céu, o trazem risonho
E das lembranças jazem o pranto.

Jóias raras têm valor
Mas só elas todos esplendor.
Lágrimas são dores
Que perto delas se tornam flores.

Estrelas são cores que não cessam
E do meu grande amor
Fontes de esperanças que não regressam.

A aurora que as resplandece
Te esquece.
E sol que me aquece, desaparece.

07.06.08

Alcance de um desejo


Alcance de um desejo

(Bruno César)

Momentos quantos em tormento ensejo
Em beiras de morte ao precipício
Lastimar este vulgo colérico.

Flâmulas de cunho genérico
Objetam gorjeios de um suplício;
Horripilantes passos de um percevejo.

Anseio por vida finalizada
Passados temores de meu presente
Deveres deste solitário.

Atroz exemplo de um calvário
Furtas de torpe teu inerente
De salto, partes já alma trucidada.

Fim de um calhorda!
Inicio de meu ser
Terminante corda...

14.05.08

Em ti imerso



Em ti imerso

(Bruno César)

Densa vastidão
Sonho disperso
Em ti solidão.

Tramo inverso
Fecunda visão
No universo.

Agora não
Antes verso,
Hoje vão.

Nu perverso
Sempre tão
Eu controverso.

Ente convulsão!
Ser imerso!
Amor eterno, minha paixão.